Eu sou o sonho quebrado de todos os outros
O desespero de todos os meus amigos
O problema dos amantes
As reclamações dos antigos
Dos dias de antes
Do nascimento.
Eu sou o pássaro que não voa
A chuva que não cai
A melodia que ninguém entoa
Aquele que se despede e não sai
Do coração.
Eu sou a tristeza dos felizes
Eu sou a mágoa dos terrenos
Eu sou o sofrimento
Das crianças perdidas
No mundo.
Eu sou o ódio dos Deuses
Sou a escuridão dos cegos
Que caminham agora por esses
Caminhos.
Tente se livrar de mim
Corra, grite
Fale, duvide
Cale-se,
Cale-se
Perante minhas expressões sem fim.
O fundo dos meus olhos são
O turbilhão dos que não nasceram
Sou a fúria do vento
Que destrói a criação
Que todos os outros idealizaram.
Meu amor é peçonha
É lava de vulcão
É o cianureto da humanidade
Sem noção.
Vou deitar minha sabedoria
Ao lado dos sábios
Esperar que algum dia
Eu ouça dos seus lábios
Que não estou errado
Enfim.
Olho por olho, dente por dente
Há 4 dias

